05 maio 2013

A gravação desaparecida

O que achou? 

Meu nome é Richard e em 1901, quando eu tinha 11 anos, ouvi um anuncio no radio dizendo que naquele mesmo dia, durante a tarde, eles colocariam uma gravação no ar, o gravador com a fita, segundo o radialista, foi encontrada por um fazendeiro em uma cabana destruída próxima à um rio em um pântano. O radialista anunciava a tal gravação no intervalo de cada musica, então fiquei curioso e resolvi fazer uma gravação durante a exibição desse áudio.

Quando a tarde chegou, lembro de ter levado o radio para o porão, pois não queria nenhuma interferência de ruídos durante minha gravação. Finalmente o radialista iria começar a rodar o áudio.


"Não sei se posso colocar a gravação no ar, aposto que o governo não iria gostar nenhum pouco. O paradeiro do dono deste gravador era um mistério, mas hoje, durante a manhã, encontraram o corpo com costelas quebradas e com a pele em um tom alaranjado, fui pessoalmente ver, a cena era horrível.

Sem mais demora, vou rodar o áudio, escutem com atenção pois não sei se colocarei novamente no ar."

E então começou o áudio, a voz do homem dava a impressão de ser um jovem e dizia o seguinte:
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11 de maio as 01:15.

Após vários relato de, todos ano neste mesmo dia, durante a madrugada, são avistadas diversas luzes no céu próximo ao rio, e com a ajuda de Mary,  que me emprestou este gravador, irei registrar em áudio, qualquer movimento suspeito que puder avistar, aproposito, fazem quase 7 horas que estou aqui, uma boa xícara de café não faria mal.


01:23hrs
Bom, estou morrendo de medo, pois passou aqui perto, um animal, provavelmente um coiote correndo e isso me assustou bastante.

01:26hrs
Adivinha Mary, não consigo parar de pensar em você, gostaria tanto que você estivesse aqui comigo.

01:47hrs
Houve umas movimentações de pássaros nas arvores, mas nada no céu ainda.

02:22hrs
Meu deus, como eu gostaria de um lanche agora.

02:30hrs
Está muito frio, acho que vou vestir meu casaco. Espera! eu vi, eu vi Mary, eu vi... Passou uma luz laranja no céu, nossa foi tão rápido... Nossa, os relatos são verdadeiros... Posso ter testemunhado o.... Espera! eu vi outra luz, outra... Nossa são muitas agora... estão fazendo movimento rápidos e aleatórios, deve ter umas 8 ou quem sabe 12 luzes, não sei direito, está muito difícil contar, são tão rápidas...

Uma luz desceu muito rápida, deve ter uns 3 metros, está se aproximando, ohhh meu deus, está se aproximando. ( Respiração ofegante e passos rápidos)

(sussurrando) São 02:33 da madrugada, acho que sabem que estou no local, a luz veio em minha direção, acho que me viram, meu deus... me viram, tenho certeza...

Espera, o que é isso?

(Grito)
(passos rápidos e barulho de galhos quebrando)

Socorro ! Socorro! Alguém me ajuda!

(Barulho do gravador caindo no chão)

(Voz se distanciando)

Socorro! Socorro!

(Barulho alto e agudo)

(Silencio...)

(Chiado)
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Aparentemente, a rádio saiu do ar, sem nenhuma informação, e isso foi tudo o que pude gravar, lembro de ter ficado meses, ouvindo aquela gravação, mas já estou velho demais e ainda não mostrei a gravação pra ninguém, a fita está dentro de uma caixa, no porão, as chaves da caixa está dentro de um radio velho que guardo encima do meu guarda-roupas , peço a quem encontrar essa carta, que torne a gravação publica.

Richard 17/03/1959


Dois Anos após a morte de Richard, sua neta Elizabeth, encontrou a carta, procurou a tal caixa, mas encontrou apenas as chaves. Curiosa, Elizabeth foi em busca do radialista e de moradores da cidade onde foi ao ar a gravação, mas ninguém se lembrava e o radialista havia falecido 25 anos antes...

Meu nome é John, filho de Elizabeth que faleceu em 1987 e encontrei a carta nos pertences de minha mãe, e irei torná-la publica.

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